É interessante reparar agora que rumando eu dessa cidade nas margens do Avon onde nasceu o trip hop *1, que traga no ouvido todo o mundo em som e não só essa música urbana de entre paredes da maior cidade do SW britânico *2. Nas ruas viam-se músicos aquiacolá de inócua música tocando, junto ao porto um tocador africano puxa e repuxa as cordas do seu instrumento, no Watershed soa soft rock, uma banda trashy toca algures num bar que me escapa nas alturas dos prédios, um jazzinho ressalta atrás de portas caras e ombros assustadoramente largos. Num pub inglês onde entrei para um tardio breakfast debita-se pop e servem-se Sagres, dos auriculares de um transeunte solta-se heavy e de alguns carros que passam salta pelo vidro hiphop.
Dentro de portas se vibra a festa pois as ruas sofrem quando o quase inexistente sol lhes cai em cima ou a chuva persiste. E assim fiz as minhas noites em música no Mr Wolfs, bar refrescante em cerveja e sons do mundo lá do sítio. Antes tinha passado por um pub para raptar uma pint e deslumbrei-me com uma video-jukebox. Servido a bitter e a ale inglesa entrecortada a Dragon Stout, Leffe e milhentas beberagens checas e japonesas de que me escapa o nome, danço no Mr Wolfs em três noites seguidas ao som de:
Loonaloop
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Pepê Barcellos
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E ainda Vamos Band, Gecko e Shadz - difíceis mas não impossíveis de triangular no YT - agora só não o quero. O som da cidade do som soa assim, suave e amplo. Como gosto.
*1 portishead, tricky, massive *2 mild mild west segundo Banksy