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Escrito por Dj.Oaktree
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Segunda, 06 Abril 2009 00:00 |
Os melhores momentos são sempre aqueles que aparecem do nada e quando menos estamos à espera.
Estive na Aula Magna, quinta-feira passada para ver e ouvir Cinematic Orchestra, (Myspace | Site Oficial).
A abertura do concerto foi feita por um nome que eu desconhecia, Grey Reverend, não conhecia absolutamente nada do Grey e ninguém me tinha falado dele até aquele momento.
Fui conhecer uma nova sonoridade sem influências externas e sem sequer ter criado expectativas.
Apagam-se as luzes e aparece uma figura magra, alta com um cabelo todo maluco com umas rastas pelo meio, completamente descontraído e apenas com a sua viola na mão!
Querem melhor?...
Ali está perante uma sala que não parava de encher até ficar completamente lotada, a ponto de ter gente sentada nos corredores entre as cadeiras.
Apresenta-se, solta umas piadas, que pessoalmente achei brilhantes e começa a tocar. Assim que solta os primeiros acordes a primeira sensação que tive e pude apreciar pelo resto das pessoas que estavam em meu redor, foi como se instantaneamente toda a plateia e ele fossem amigos de longa data, a sensação de calor humano que ali se instalou, cheia de boas vibrações foi tremenda, à medida que o Grey ia avançando na sua apresentação a empatia entre nós e ele aumentava, quando chegou ao final, tinha conseguido projectar ao público como seria o resto da noite, deixando no auditório uma energia espantosa no ar, para o que viria a seguir.
Achei "fora deste mundo" como a simplicidade dele e a sua viola cativaram todos os que lá estiveram, provando mais uma vez que a entrega, dedicação e luta pelo que gostamos de fazer, traz reacções imediatas às pessoas que nos rodeiam.
Cinematic congelou, entraram com a minha música favorita " ", abrindo um concerto que considero ridículo de tão bom que foi.
Tive a oportunidade de estar uns breves momentos com o Jason Swinscoe e ouvir a entrevista que ele deu para o Ípsilon-online do Público, deparando-me com uma figura calma, muito discreta, não dando por ele até estar ao meu lado!!
A entrevista foi bem gerida pela Sandra Oliveira, que o levou a explicar a constante mutação de Cinematic Orchestra, entre os três álbuns de originais: Motion, Every day e Ma fleur. Neste primeiro excerto da entrevista, Jason explica que do álbum every day, para o Ma Fleur, retirou ritmos e batidas dos originais por achar que não eram necessários, querendo dar um som mais puro às suas criações afastou-se das produções mais electrónicas. Embora necessite de tecnologia para produzir, agora o elemento electrónico inserido nas músicas é muito subtil, quase imperceptível da leitura que consegui fazer através da evolução do concerto, que excedeu em muito as espectativas, tanto do público como para cinematic que não saíam do palco impressionados com o auditório todo de pé a celebrar a troca de emoções que passaram pela Aula Magna.
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Sexta, 20 Março 2009 20:09 |
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Comer é uma necessidade, um prazer, uma desculpa, um momento, uma partilha, uma arte, um conhecimento, um verbo. Todos partilhamos as receitas que descobrimos, realçamos o talento de cozinhar ou não de quem gostamos, marcamos horas em restaurantes, vamos à pesquisa de restaurantes ou tascas diferentes, mandamos mensagens de telemóvel a dizer a maravilha que estamos a comer naquele instante. Juntando estas razões todas, à realidade de se viver em Lisboa, e da sua variedade multicultural, temos uma série de sítios que vale a pena referir, recomendar, obrigar a ir.
Direi apenas dois, e aguardo partilhas de outros. Há um pequenino restaurante familiar na Graça, frente ao Pingo - Doce, que não tem letreiro. O casal só por si encanta: Europa do Leste e Paquistão. As ementas são difíceis de ler, a comida fácil de comer! Recomenda-se o caranguejo picante e a bebinca. É como estar em casa de familiares distantes. O outro, é na Almirante Reis. O cantonês Grande Palácio. Para quem não come carne nem peixe, não se recomenda, mas para quem quer provar sabores que nunca sentiu a baixo preço, é ideal. Se acham que já provaram comida cantonesa só por terem ido ao restaurante chinês da rua, estão enganados. Vão lá! Irão assistir a uma particularidade neste restaurante: a maioria das pessoas que aí estão a almoçar, são chineses e cantoneses! E também assistem a imensas conversas em línguas orientais, e aos portugueses que estiveram em Macau a matarem saudades da comida e do convívio.
Recomenda-se tudo!....
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Sexta, 20 Março 2009 19:41 |
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Ora, há coisa melhor que aprender as coisas directamente na fonte?
Sempre ouvi falar de muamba (ou moamba), mas na verdade apenas sabia que era um prato angolano. Após muita insistência, convenci uma amiga angolana a fazer o prato. E assim, numa destas primeiras noites quentes de Lisboa, abriu-se uma garrafa de vinho tinto e começaram as preparações.
Ela cortou uma galinha aos bocados, e esfregou-a com sal, alho e piripiri. Fez o refogado de cebola e alho, onde deixou a galinha fritar um pouco e acrescentou courgettes aos bocados, espinafres e quiabos cortados ao meio. Acrescentou praticamente uma lata de óleo de palma e foi intercalando com água morna. Deixou cozer uns vinte minutos em lume baixinho. Rectificou temperos e voilá! Bebeu um copo de vinho inteiro! Estava na hora do funge! Água a ferver, e foi colocando farinha de mandioca e farinha de milho, fez um funge misturado… tem de se ir sempre mexendo até aquela papa ficar uniforme e com consistência.
A seguir foi comer! Não é preciso dizer que este prato é bastante pesado e que qualquer vinho ingerido depois não surtiu qualquer efeito! Fiquei tão cheiinha que demorei quase meia-hora a conseguir subir da casa dela em Santa Catarina até ao Adamastor! Mas divinalmente cheiinha, atenção!
A sobremesa, que dificilmente arranjou espaço, foi mandioca cozida com açúcar e polvilhada com canela! |
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Escrito por RPM
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Segunda, 25 Agosto 2008 13:25 |
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Terça, 27 Maio 2008 14:08 |
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Sítio de jazz e blues e ninho de
bandas desde 1998 o Catacumbas Jazz Bar preenche-nos a noite de muitos dias com música autêntica, Jazz e Blues de músicos inventivos e experimentados, que deambulam ainda nessas noites de concertos por outros diversos géneros musicais - o Jazz é completo, o Jazz é tudo!
Catacumbas é o nome que se revela nas diversas salas do espaço - tem sala de fumo, recreio de conversas tardias até bem depois das 2 da matina - e o hábito dos dias é recompensado metodicamente com jam session de jazz às 2ªs (habitual é o Quarteto de Paulo Lopes) e jam de blues às 3ªs (intercalando os frenéticos grupos Heritage Blues Band e os Messias & the Crossroads Blues Band), 4ªs somos servidos por n diversas bandas que prolongam a catarse de sons que vinham desde o início da semana (temos o Catman - prata da casa (Mr M) e outros quantos) e 5ª serve de fecho musical em dose de contentamento absoluto de música em grande!
Nobody's Bizness é outro grupo que nasceu por aqui e que anda pelo país, semeando sons e ritmos do Mississippi profundo. É habitual numa noite de jam ver 8 músicos misturados entre o empolgado público improvisando nos mais diversos intrumentos - nunca senão aqui tinha visto flauta, acordeão e djembe solando em jazz!!
Deixo o convite para que venham ao Cata Bar, para que fiquem até ao fim para assistirem ao clímax do som (das 11,30 até às 2h - 2ª a 5ª) e se tocarem qualquer instrumento ou usarem a voz para que vos oiçam e sintam, que avancem e participem em noite de música deliciosa! O Catacumbas Jazzbar fica na Travessa da Água da Flor, ao Bairro Alto.
Catacumbas Jazz Bar Site
Messias and the Crossroads Blues Band
Nobody's Bizness
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